8 de abril de 2010

Caminhos de Vera Cruz *

Ganhei o bimbo hábito de sair de casa e, com ou sem máquina fotográfica, percorrer as ruas com todos os sentidos à caça. Um bocado à turista, só me falta saltitar, apontar para os pássaros e apanhar uma flor ou outra para cheirar. Que totó.

Gosto realmente da zona para onde nos mudámos. Pelo menos ando a desfrutar dela como se fosse especial. A mim parece-me que é, sobretudo depois de 20 anos a viver na Amadora. Em dueto ou a solo, este foi sempre o meu objectivo: fugir dali. E, embora estivesse convencida de que acabaria por ir viver para Lisboa, não trocava agora este sítio por nada. Eu disse ‘agora’. Nada é definitivo. 

As pessoas é que fazem os sítios. Uma lixeira pode ser um sítio maravilhoso se as pessoas certas passarem por lá. E uma ilha paradisíaca passa a ser de vomitar quando quem lá vai cheira mal. É mais ou menos isto, mas agora juntem-lhe expectativas, sentimentos, sensações, idiossincrasias, emoções… é complexo. Isto pode não ser válido para todos, mas a minha experiência tem sido esta. Filosofia barata, eu sei, mas, vá onde for, tudo o que tem contado é a companhia.

 

Era mesmo só isto, desta vez. Eu avisei que isto é para ser light, com banalidades, coisas sem importância e interesse, uma ou outra lamechice de vez em quando. Ninguém veio aqui enganado, espero.

 

 

* Tenho de parar com isto de usar Vera Cruz em tudo.

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